“E essa mistura de raiva e ciúmes que não me deixa pensar em nada.
Espera, ciúmes? Eu tenho ciúmes de você?”
Você chegou assim, em meio a uma turbulência de acontecimentos e pensamentos.
Você chegou assim tão de repente, tão do nada que me assustou um pouco.
Você chegou assim quieto, sem dizer muito, só chegou.
Você chegou assim tão recente, mas também tão antigo.
Você chegou e me surpreendeu, me mostrou que você era diferente, era bom.
Você chegou tão cheio de sentimentos que me deixou desconfiada.
Você chegou e tomou conta de mim e de meus dias.
Você chegou e me deixou muito confusa, sem saber o que era certo e o que era errado.
Você me confundiu, me deixou tonta, sem equilíbrio, aflita.
Você se tornou indispensável em meus dias, em minha vida.
Você, você, você...
Você me fez chorar de preocupação, de raiva, de amor.
Você me ofendeu, me difamou.
Você me deixou em crise, em falta.
Você me fez esquecer de mim.
Você me implorou, me amou.
Você me fez gostar de você, de verdade.Mas você sumiu.
Você me abandonou sem dizer adeus.
Você me machucou.
Desculpas? Estão a todo lugar, em todas as nossas linhas tortas.
Minhas, suas, nossas.
Desculpas que nem foram ditas, mas sentidas.
Culpa? Está aqui e ali, em cantos de nós mesmos.
Minha, sua, nossa.
Culpa que não foi achada, mas estava ali.
Faltas? Estão mais em mim do que em você, mas estão dentro de cada um.
Minhas, suas, nossas.
Faltas que não foram notadas no inicio, mas notam-se agora.
Você se foi, eu fui também. Fui seguindo essa estrada sem rumo, fui seguindo sem você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário