Uma garota confusa, tentando se entender e entender ao mundo, confundindo o mundo todo.



domingo, 23 de dezembro de 2012

(In)certo.


Ela foi levantando a blusa devagar e de repende uma duvida envolveu seus pensamentos “Será que é certo?”. Tudo parecia tão arriscado, tão desejado, instigante, tão incerto.  Ele sorriu de leve. Era o sorriso mais lindo que ela já tinha visto. E logo pensou; “Se te faz feliz, me faz feliz. Se me faz feliz, é certo!”.

Aqueles dois se encaixavam tão perfeitamente que era até estranho. Parecia comercial de margarina. Era como em filme americano; com um conversível vermelho os dois saiam à procura de aventuras e amor. Mesmo que sem sair do lugar os dois viajavam pra longe. Para o futuro! Era bonito de ver os dois se encontrando, se descobrindo juntos, se amando.  E eram tão ligados que mais pareciam amigos que namorados (ops, rimei).

A verdade é que não era a hora e ele entendeu quando, meio que sem querer, ela fez uma cara de estranheza quando sentiu as mãos frias dele tocando sua pele quente. E compreendeu. Ele era um cara compreensivo sempre, ou sempre que desse. O negócio é que ela era do tipo que dá trabalho, sabe? Cheia de nove horas. Mas ele gostava e ela sabia. Eles eram mesmo a tampa e a panela!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sobre o que já se foi.


Algumas coisas acontecem e ficam pra sempre em nossas vidas, outras não. É engraçado olhar pra você agora. Quero dizer, você é o mesmo, o cabelo encaracolado, a barba por fazer, o mesmo tipo físico.. Mas alguma coisa mudou. Talvez não seja você, seja eu ou “nós”. 

Nada será igual novamente, eu sei, por algum tempo nós dividimos segredos, por dias fomos confidentes e secretos. Nós, por algum tempo, amamos incondicionalmente.  Nunca me esquecerei de você. Muito obrigada por ter me feito feliz e melhor.  Hoje olhando de ângulos diferentes sei que tudo aconteceu como e quando tinha que acontecer. É claro que me faz falta e me trás saudades, mas dizem que as melhores coisas são assim; passam rápido e nos deixam a mercê, querendo mais uma dose. Se isso é verdade eu não sei, mas não importa. Eu sei que tentei sempre ser a melhor pessoa que pude pra você e você tentou também. Se conseguimos ou não nunca vamos saber.

Olhando pra você hoje e lembrando de tudo, parece que foi um sonho lindo e doce, mas que foi só um sonho.  Alguns sonhos não foram feitos para serem realizados. Esses sonhos são feitos somente para serem sonhados, para ficar na memória e no coração. Sonhos para serem guardados em pequenas lembranças. Talvez esse seja o tipo de sonho que nós fomos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Vem cá


Vem cá me buscar
Mas vem sozinho
Que a gente se perde no caminho
E não chega nunca ao destino


Vem cá ficar juntinho de mim
Nesse calor sem fim

Com um friozinho repentino

Vem cá matar essa saudade
Que me invade quando estou sem você
E a chorar desatino


Vem cá ser meu rei
Que hoje eu rezei
Pra nunca ficar sem você, menino

domingo, 12 de agosto de 2012

Pais.


Ao homem que me trouxe ao mundo.A mulher que, além de mãe, foi pai e amiga.
A mulher que, além de mãe, foi pai e amiga.                                                       Ao homem que me trouxe ao mundo.




Ao homem que se propôs a ser pai(drinho)
Ao homem que se propôs a ser pai(drinho) 



Quando um homem se torna pai deveria obrigatoriamente receber a capacidade de ter superpoderes, para ser mesmo um herói legitimo e nunca ser bandido. Porque ai perderia uma triste característica humana. A de decepcionar os filhos, a de prometer para eles e se esquecer de cumprir. E pior, esquecer que tem filhos. Órfãos de pais vivos.

Existe o pai que é mãe e a mãe que é pai. A vida exige que algumas pessoas se desdobrem, sejam duplos, seja dobro, e ao ser os dois essa mãe que é pai ou esse pai que é mãe tornam-se ainda mais especiais para aqueles filhos.

Sou filha de mãe que é pai e que desdobrou para me criar e educar, para ser quem eu sou hoje. Um dia você contribuiu para que hoje eu estivesse aqui. Devo-lhe a vida e a alegria de poder fazer
parte desse mundo.

Pai, onde quer que esteja, com quem quer que esteja, quero desejar-lhe parabéns por este dia que é só seu, que Deus possa estar do seu lado. Porque hoje é um dia oferecido á você, que é meu pai, apesar de tudo.


Todo mundo é pai, como acha que deve ser. Você acha que deve ser pai solteiro, um pai sem compromisso, e eu aceito. Me acostumei com essa situação.

As vezes acontecem coisas na vida da gente que nos obrigam a mudar de planos. Por causa de algumas situações acabamos nos afastando. Mas a vida me deu uma mãe que é pai (quando era menor costumava a chamar de “PÃE” uma mistura de pai e mãe) e um padrinho que é mais pai ainda.

O que muito se ausenta um dia acaba não fazendo mais falta.

Hoje mais que dia dos pais é dia da família, sei que não somos uma família comum ou convencional. Talvez nem sejamos uma família, mas hoje eu sei que o melhor presente que eu poderia te dar é meu perdão.



      

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Desapego.


Desapego; me disseram uma vez que eu precisava praticar.
Posso te contar um segredo? Talvez você nem queira saber, mas vou te contar assim mesmo.  Não sei o que essa palavra quer dizer. 


   s.m. Falta de apego; desafeição,
   desamor; desinteresse.



Desapego... Posso lhe contar outro segredo? Não sei me desapegar de coisas nem pessoas. Como se “desama” alguém sem amar outro alguém no lugar? Eu não sei fazer isso. Se você souber, por favor, me conta. Vivo nessa eterna agonia. Encontro pessoas, as amo com toda minha existência e procuro outras para “ocuparem o vazio” que outras pessoas causaram em mim . E acredite ou não foi tentando fugir desse ciclo que encontrei uma pessoa e me apeguei, mais uma vez. Cansei disso.

Inicia-se uma nova faze em mim que costumo chamar de “Inicio do fim do sempre”. “Inicia-se”... Chega ser cômico essa minha cara-de-pau, viu? Faz tempo que “inicia-se” essa faze em mim. O projeto é ótimo; chega de falar “te amo para sempre”, chega desse nhe,nhe,nhe maldito de planos para casamento. Na teoria funciona, porque na prática é um desastre! Sinceramente? Não sei “desamar” pessoas. É isso!

Não, não quero ouvir seus conselhos. Já sei tudo o que você vai dizer; “você precisa sair mais” “você não sabe o que é se divertir” “você precisa viver como uma jovem” e etc. Ok, ok. Quanto a “não saber o que é se divertir”; o que é se divertir pra você? Passar a tarde gastando o dinheiro que seus pais custam ganhar em roupinhas de grife? Comprar o nome de outro cara bordado no elástico de cuecas de mais de 100 reais? Nossa, como isso é divertido! Você que sabe como se divertir, né querida?

“Digam-me como amar e então lhes direi como morrer.

sábado, 23 de junho de 2012



Eduardo tinha mania de beijá-la de olhos abertos. Um dia, curiosa, a menina perguntou porquê dessa mania. “Para poder me lembrar disso depois.” Disse ele intercalando com beijos, calou-se a menina. Essa, talvez, tenha sido uma das coisas mais românticas que Eduardo já tivera lhe dito. Eduardo era o tipo que não se importava com as coisas, ou melhor, fingia não importar-se. Mas ela sabia que no fundo ele se importara com cada palavra, atitude ou gesto seu.

Ana disse-lhe uma vez que a gente só se lembra do que não existiu. E no momento em que Eduardo disse-lhe tal frase, a menina pode ouvir a voz de Ana em sua cabeça. Mal sabia a menina o quanto demoraria a ela entender tais palavras.

 
Eduardo, na verdade, não sentia afeto pela menina e já havia deixado isso às claras para ela. Ao cortejo, a menina havia dito-lhe o tamanho de seu afeto por Eduardo e ele lhe contou sobre Amanda, sua ex-noiva. O que Eduardo sentia era uma vontade muito forte, quase necessidade da pequena menina. Eduardo gostava de sua ex-noiva e ainda sofria por tal. Peço que os leitores não julguem mal Eduardo, ele já havia dito isso à pequena, mas havia entre aqueles dois uma estranha e secreta harmonia e, por mais que tentassem, não resistiam um ao outro.
 Passado algum tempo Eduardo e a menina tornaram-se grandes amigos e com o tempo Eduardo foi se encantando mais com a menina. Eduardo havia roubado alguns beijos da menina o que, naquela época era completamente errado. Depois de alguns beijos secretos aqui e a colá, finalmente assumiram o que sentiam. Estavam agora namorando, palavra que assustava Eduardo.

 Meus caros, deixarei vocês a imaginar o desfecho para essa história. E quem sabe, em um outro dia, continuo a contar-lhes sobre as aventuras e os desencontros desses dois.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Introspecção.

Olhava trise pela janela e via o mundo lá fora com olhar de expectadora. Esquecia-se de ser personagem. Passou muito tempo presa as suas lamentações e agora não conseguia mais mudar seus pensamentos para coisas positivas. As coisas ao seu redor insistiam em fazê-la acreditar que nada mudaria.

Deixou de viver coisas incríveis e só agora percebera isso. Sempre repetia o clichê de que devemos aproveitar cada momento como se fosse o ultimo para os outros, mas fazia justamente o contrario. Aos poucos se tornou o tipo de “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”.

Mas será que era tarde demais para recomeçar? Será que não valia a pena voltar a viver? É claro que estava viva, refiro-me ao tempo em que passou a sobreviver. O que, na verdade, não é má ideia, pois estaria sobre o viver e então não precisaria se submeter aos caprichos do viver. Talvez essa não seja a palavra certa para usar. Estava tão envolvida numa fase de introspecção, mergulhada em si, que poderia dizer que viveu, ou sobreviveu, deixando tudo escapar tão facilmente que parecia nem estar ali. Porém, será que ainda existiriam fragmentos de esperança em si? Será que, em algum lugar dentro da própria alma, ela resistia?

Caminhou por entre as ruas e alamedas de si procurando estrelas e sonhos, mas não os encontrou lá. “Já presenciei noites mais belas.” Pensou ela. Mas seus dias também já tinham sido melhores. Era justo.Era uma noite nem fria e nem quente, em um meio termo, com um pouco de ódio e um pouco de amor.

E agora, de volta, ficava a se perguntar como havia entrado nessa introspecção com tanta facilidade. Como pode fechar as portas do mundo e trancar-se em si. Não houve respostas. Teria que conformar-se. Se, ao menos, tivesse seus livros, suas musicas e encontrasse outras formas de refugio, enfim tudo estaria bem, ou fingiria estar.

domingo, 29 de janeiro de 2012

O livro.

Já devo ter começado uns 3 livros, mas nunca chego ao fim, e quase nunca ao meio. É que fins são complicados, qualquer um pode começar um livro, mas terminar é sempre difícil, é que as pessoas querem tirar lições das historias, mas nem todas histórias tem lições, as vezes são só histórias que precisam ser contadas, só isso. E tem a paixão também, as vezes me apaixono tanto pelas histórias que não quero acaba-las, então paro no meio e, vez ou outra, escrevo uma frase ou duas. Talvez vocês não entendam, mas terminar não é fácil, porque, por mais perfeito que esteja, sempre tem alguém pra reclamar e talvez eu não termine meus livros para não lhe dar com isso.

E eu acho que minha vida é assim, não sei determinar fins. Não que eu esteja querendo colocar um fim nela, mas nem terminei o capitulo anterior e já comecei outro. Acho que estou com medo de começar um capitulo novo, porque o anterior não foi dos melhores. Se pudesse, ligaria para o autor do meu livro e mudaria algumas coisas, coisas que a personagem principal fez, viu, ouviu e falou. Tentei ligar uma vez, meu celular tocou.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Felicidade.



Não sei o que está acontecendo comigo. As coisas estavam... estabilizadas antes de você, mas agora está tudo bagunçado de novo. Sempre me achei forte o bastante para disfarçar meus sentimentos, mas quando estou com você simplesmente não consigo disfarçar e, por mais que eu tente, eu sempre acabo me perdendo no seu olhar e fico te olhando com a mesma cara de boba apaixonada de sempre.

Me considerava forte por aguentar tudo que eu aguentei antes de você, mas você, sem nem saber direito o que eu sinto, consegue me deixar com o coração acelerado, tremula e com medo. E eu adoro quando isso acontece. Adoro quando você sorri e me tira o folego. E quando fica me olhando fixamente, sem dizer nada, e me faz ficar com vergonha e desviar o olhar. Adoro sua o timbre da sua voz cochichando no meu ouvido, até me arrepiar. Está tudo bagunçado aqui, culpa sua.


Não me esqueço dos seus olhos nos meus, seus lábios nos meus, suas palavras doces, minha mão na sua. Acho que estou te amando.