Uma garota confusa, tentando se entender e entender ao mundo, confundindo o mundo todo.



domingo, 23 de dezembro de 2012

(In)certo.


Ela foi levantando a blusa devagar e de repende uma duvida envolveu seus pensamentos “Será que é certo?”. Tudo parecia tão arriscado, tão desejado, instigante, tão incerto.  Ele sorriu de leve. Era o sorriso mais lindo que ela já tinha visto. E logo pensou; “Se te faz feliz, me faz feliz. Se me faz feliz, é certo!”.

Aqueles dois se encaixavam tão perfeitamente que era até estranho. Parecia comercial de margarina. Era como em filme americano; com um conversível vermelho os dois saiam à procura de aventuras e amor. Mesmo que sem sair do lugar os dois viajavam pra longe. Para o futuro! Era bonito de ver os dois se encontrando, se descobrindo juntos, se amando.  E eram tão ligados que mais pareciam amigos que namorados (ops, rimei).

A verdade é que não era a hora e ele entendeu quando, meio que sem querer, ela fez uma cara de estranheza quando sentiu as mãos frias dele tocando sua pele quente. E compreendeu. Ele era um cara compreensivo sempre, ou sempre que desse. O negócio é que ela era do tipo que dá trabalho, sabe? Cheia de nove horas. Mas ele gostava e ela sabia. Eles eram mesmo a tampa e a panela!

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