Ela foi levantando a blusa devagar e
de repende uma duvida envolveu seus pensamentos “Será que é certo?”. Tudo
parecia tão arriscado, tão desejado, instigante, tão incerto. Ele sorriu de leve. Era o sorriso mais lindo
que ela já tinha visto. E logo pensou; “Se te faz feliz, me faz feliz. Se me
faz feliz, é certo!”.
Aqueles dois se encaixavam tão perfeitamente que era até
estranho. Parecia comercial de margarina. Era como em filme americano; com um
conversível vermelho os dois saiam à procura de aventuras e amor. Mesmo que sem
sair do lugar os dois viajavam pra longe. Para o futuro! Era bonito de ver os
dois se encontrando, se descobrindo juntos, se amando. E eram tão ligados que mais pareciam amigos
que namorados (ops, rimei).
A verdade é que não era a hora e ele entendeu quando, meio
que sem querer, ela fez uma cara de estranheza quando sentiu as mãos frias dele
tocando sua pele quente. E compreendeu. Ele era um cara compreensivo sempre, ou
sempre que desse. O negócio é que ela era do tipo que dá trabalho, sabe? Cheia
de nove horas. Mas ele gostava e ela sabia. Eles eram mesmo a tampa e a panela!
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