Uma garota confusa, tentando se entender e entender ao mundo, confundindo o mundo todo.
sábado, 23 de junho de 2012
Eduardo tinha mania de beijá-la de olhos abertos. Um dia, curiosa, a menina perguntou porquê dessa mania. “Para poder me lembrar disso depois.” Disse ele intercalando com beijos, calou-se a menina. Essa, talvez, tenha sido uma das coisas mais românticas que Eduardo já tivera lhe dito. Eduardo era o tipo que não se importava com as coisas, ou melhor, fingia não importar-se. Mas ela sabia que no fundo ele se importara com cada palavra, atitude ou gesto seu.
Ana disse-lhe uma vez que a gente só se lembra do que não existiu. E no momento em que Eduardo disse-lhe tal frase, a menina pode ouvir a voz de Ana em sua cabeça. Mal sabia a menina o quanto demoraria a ela entender tais palavras.
Eduardo, na verdade, não sentia afeto pela menina e já havia deixado isso às claras para ela. Ao cortejo, a menina havia dito-lhe o tamanho de seu afeto por Eduardo e ele lhe contou sobre Amanda, sua ex-noiva. O que Eduardo sentia era uma vontade muito forte, quase necessidade da pequena menina. Eduardo gostava de sua ex-noiva e ainda sofria por tal. Peço que os leitores não julguem mal Eduardo, ele já havia dito isso à pequena, mas havia entre aqueles dois uma estranha e secreta harmonia e, por mais que tentassem, não resistiam um ao outro.
Passado algum tempo Eduardo e a menina tornaram-se grandes amigos e com o tempo Eduardo foi se encantando mais com a menina. Eduardo havia roubado alguns beijos da menina o que, naquela época era completamente errado. Depois de alguns beijos secretos aqui e a colá, finalmente assumiram o que sentiam. Estavam agora namorando, palavra que assustava Eduardo.
Meus caros, deixarei vocês a imaginar o desfecho para essa história. E quem sabe, em um outro dia, continuo a contar-lhes sobre as aventuras e os desencontros desses dois.
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