Quando a tristeza me invade
e infesta todos os cantos do meu lar
meu corpo manifesta minha vontade de mar
e o que não posso levar escorre de mim
ecoa no centro e transborda
meu corpo manifesta minha vontade de mar
e o que não posso levar escorre de mim
ecoa no centro e transborda
O mar guarda a sina de ser
balanço
e mil vezes dança e se quebra em cem
cem vezes me lanço de peito aberto
Ao que julgo certo
Afundo
e agora afogo.
e mil vezes dança e se quebra em cem
cem vezes me lanço de peito aberto
Ao que julgo certo
Afundo
e agora afogo.
Sou tantas de mim que, como o
mar, me faço em cem
e cem dos teus pesares se misturam
nas minhas águas.
Teu clarão anuncia o dia e
mais uma vez ao mar avanço
meu eterno balanço, meu berço.
e cem dos teus pesares se misturam
nas minhas águas.
Teu clarão anuncia o dia e
mais uma vez ao mar avanço
meu eterno balanço, meu berço.
Das águas não mais serenas levo a
luta
e o cansaço se esvai
Mil vezes dança o mar e se quebra em cem
Me refaço, renasço e cada pedaço
divido para outros tantos filhos do mar
e o cansaço se esvai
Mil vezes dança o mar e se quebra em cem
Me refaço, renasço e cada pedaço
divido para outros tantos filhos do mar
Em todos os seus cantos despejo
Meu desejo escuro de ser sereia
Meu desejo escuro de ser sereia
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